Domingo, 5 de Julho de 2009

Uma coisa chamada fuso horário.

Então tá, né? Já desejei uma boa noite aos amigos do Twitter, tomei banho, coloquei pijama e escovei os dentes; tudo para enganar o meu corpo para que ele pense que é hora de dormir. Oi? Quem eu penso que estou enganando? Não dormi nada! E Raphael idem. Já vimos dois filmes, um documentário sobre Michael Jackson, namoramos lá na sala (o fuso chega a anular o poder sonífero de um orgasmo), conversamos e agora, estamos aqui, um olhando para a cara do outro, às 2:00 da manhã nos EUA. No horário de Moscou, onde os nossos corpos ainda residem, Rapha está no trabalho há horas e eu em alguma aventura. Os meninos? Esses dois dormem como se tivessem viajado para New Jersey, que fica ali, do outro lado do túnel. E eu tão preocupada com eles! Pedro está esparramado no bercinho ao lado da nossa cama (os dois estão dormindo conosco) e Filipe, num sono profundo, com a mão na cabeça. Já derrubei coisa dentro do armário, fiz barulho com a minha trapalhada e disse: "Jesus amado, agora que vai começar o efeito dominó, um vai acordar o outro!" Ih, nem...

Falando no Pedro, a febre foi embora. Graças a Deus! Ontem ele foi ao mercado com o Raphael e passou muito bem. Vocês podem imaginar o alívio que sinto aqui dentro do peito.

Alguém aí tem alguma receita para insônia sem ser a sugestão de tomar calmantes dada pela minha mãe? Cartas para a redação. Quando vocês lerem esse post, eu provavelmente estarei morrendo de sono e sem poder dormir porque os meninos estarão acordados e com todo o gás.

Para terminar meu post, gostaria de parabenizar minha amiga querida, a Simone, que mora em Connecticut, por sua gravidez. A Si já é mãe do Kevin, um menino que tem um cabelo lindo de viver. Parabéns, tia Simone!!! Tudo de bom para você e vamos fazer uma farrinha nesse verão?

Sábado, 4 de Julho de 2009

Chegamos...

...e a viagem teria sido perfeita se não fosse por um detalhe: Pedro teve febre. Ele começou a ficar quentinho já na nossa chegada a Frankfurt. Detalhe: o termômetro estava na mala que foi despachada. Então lá foi o Rapha procurar uma loja no aeroporto para comprar um de emergência. Termômetro comprado e  constatamos que Pedro estava com 38 graus, que na prática nem é tão assustador assim para a idade e levando em consideração que ele não apresentava nenhum outro sintoma. Mas desde que virei mãe, carrego dentro de mim um chip  neurótico e temi que ele piorasse num país estranho, longe de casa e do pediatra que sempre  socrorre. Dei o Tylenol para bebês que sempre carrego comigo e assim fomos levando, durante as 4 horas de espera pelo vôo para NY. A febre cedeu antes do embarque, mas na metade do caminho, voltou. E ele continuou calmo, brincou com uns bonequinhos que o Rapha comprou no aeroporto, comeu bem e até dormiu. A febre cedeu e até agora, não voltou. Ele está dormindo e eu farei o mesmo. Filipe dormiu durante quase todo o processo: entrou no avião de Moscou para Frankfurt e apagou. Só acordou na chegada com o barulho da movimentação. Mamou duas vezes durante a escala e dormiu muito no carrinho, enquanto estávamos às voltas com o Pedro. No vôo para NY ele dormiu durante a maior parte do trajeto também.

Eu estou cansada, porém feliz e emocionada por estar em casa. Saudade da minha cama e das minhas coisas. Hoje é feriado aqui e vamos descansar muito. Na próxima semana eu voltarei com mais postagens.

Tenham um lindo final de semana e obrigada pelo carinho de sempre.

Beijos
Ju.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Bye, bye, Moscow... Hello, NYC!

Chegamos ao fim de mais uma temporada fora. Amanhã cedo, iniciaremos a nossa jornada de volta para casa. Teremos uma espera longa em Frankfurt, mas confiantes de que todos os vôos sairão no dia e hora certos. Esperamos também que os meninos façam uma excelente viagem, assim como foi na jornada para cá.

Deixamos a Rússia com uma sensação muito boa. Apesar de estarmos com muitas saudades de casa, foi uma experiência enriquecedora. Eu conheci lugares que jamais sonhava em conhecer. Eu achava que Dubai era o ápice, mas a Rússia foi transformadora. Foi maravilhoso andar nos metrôs que são verdadeiras obras de arte, conhecer monumentos que só conhecia pela TV e quebrar o estereótipo ainda bem embutido em algumas pessoas que dizem que os russos são rudes. Não tive um incidente qualquer, fui bem tratada em todos os lugares, principalmente em lojas onde tive que interagir sem falar uma palavra em russo. Aqui fizemos amigos que levaremos para toda a vida. Gostaria de ter oferecido um outro jantar como aquele, mas com a arrumação nem teve como. Sem falar que algumas pessoas que aqui estiveram já voltaram aos EUA. Aprendi mais uma vez que as crianças têm uma capacidade de adaptação incrível. Por exemplo, desde que cheguei aqui, nunca mais consegui regular o sono; troco o dia pela noite e quando durmo, qualquer barulhinho me acorda. Já os meninos se adaptaram em menos de uma semana. Espero que seja assim quando voltarmos e atrasarmos o relógio em 8 horas.

O Raphael trabalhou muito (até hoje, no último dia), não visitou nada, mas volta para casa com a sensação de dever comprido e muito feliz. Ele ficará em casa por 5 dias, antes de voltar ao batente na sede da empresa. O que eu quero fazer? Quero aproveitar o maridão em casa para dormir muito. O corpo precisa (kkkkkkk).

Gostaria de fazer um agradecimento especial ao casal Livia e Vlad Bykov, por todas as dicas e incentivo durante a temporada russa. Vlad, volto para NY fã do Pelmeni. Com certeza, será uma iguaria que fará parte de nosso cardápio. Levo um pedaço de Moscou no coração. Tenha sempre orgulho do seu povo e pode ter certeza de que a Rússia estará no topo dos lugares incríveis que visitei.

Bom, meus queridos e queridas, é isso. Obrigada a todos que torcem por nós e nos colocam em suas orações.

Até o próximo post.

Com carinho,
Ju.

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